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COMO IDENTIFICAR O CIO E A GESTAÇÃO NAS ÉGUAS

Para auxiliar os criadores de cavalos e éguas quanto à reprodução, daremos algumas dicas para que eles possam detectar, com facilidade, quais são os comportamentos da égua no cio e no diestro, além dos sinais de gestação

Para auxiliar os criadores de cavalos e éguas quanto à reprodução, daremos algumas dicas para que eles possam detectar, com facilidade, quais são os comportamentos da égua no cio e no diestro, além dos sinais de gestação. Começaremos pelo comportamento da égua nas fases do ciclo estral.

Comportamento da égua no cio ou estro

Durante o cio, a égua normalmente fica receptiva ao garanhão. Na presença dele, ela afasta lateralmente os posteriores, elevando a cauda e urina boa quantidade de xixi com odor característico. Em seguida, ela contrai a parte inferior da vulva, o que acaba por expor o clitóris, popularmente, é dito que a égua está "piscando".

Comportamento da égua no diestro

Nessa fase, a égua rejeita o garanhão, abaixando as orelhas e podendo, até mesmo, morder e dar coices.

Detecção do cio

O tipo do rufião escolhido e a qualidade técnica do rufiador são os principais fatores de sucesso na detecção das éguas no cio. Diversos tipos de rufião são utilizados, entretanto, o melhor é o vasectomizado, desde que não o utilize solto junto às éguas. Deve-se evitar o uso de animais de temperamento excessivamente agressivo.

Diversos são os sistemas de rufiação e a escolha de um deles depende muito da quantidade de éguas a rufiar, da condição (com potro ao pé ou não) e do tempo disponível. Um tipo de sistema que permite rufiar diversas éguas, quase ao mesmo tempo, é o sistema Australiano, no qual as éguas são colocadas umas atrás da outras, com um espaço suficiente entre elas para não serem atingidas por algum coice.

Sinais de gestação

O diagnóstico de gestação mais precoce e eficiente é feito pela ultrassonografia (12 dias), seguido pela apalpação retal (21 dias), nos casos onde não se possui o ultrassom. Ambos deverão ser realizados por profissionais habilitados, pois, caso contrário, sérios inconvenientes poderão ocorrer, como é o caso de morte fetal, traumatismos e, até mesmo, a ruptura da mucosa retal, havendo, nesse caso, a morte da égua por hemorragia interna.

Em termos práticos e na ausência de especialistas, a apalpação externa abdominal, a partir dos quatro meses, pode ser utilizada. Esta consiste em fazer pressão com a mão fechada, fortemente, na porção distal esquerda do flanco, de tal maneira que se desloque o útero gestante para a direita.

Depois do sexto mês, também é possível o diagnóstico, fazendo pressão com a mão aberta no mesmo local acima descrito, procurando sentir, após alguns minutos de paciência, os movimentos fetais. É mais fácil percebê-los pela manhã após a alimentação ou ingestão de água.
 
A partir do sétimo mês, o ventre aumenta visivelmente o volume, modificando sua forma de maneira mais acentuada do lado esquerdo. As partes inferiores (ventrais) ficam distendidas. A coluna se encurva e é preciso tomar cuidado para não se deixar enganar com a conformação do ventre de éguas acostumadas a uma alimentação grosseira ou éguas com ascite (barriga d'água) ou ainda aquelas portadoras de tumores, que, pela aparência, podem trazer confusão no diagnóstico aos mais afoitos.